História
Em meados de Julho de 1923, iniciam-se os trabalhos do “Corpo de Scouts Católicos Portugueses” na Póvoa de Varzim, o “Núcleo de Scouts Católicos da Póvoa de Varzim” ,cujo patrono é o heróico “Cego do Maio” e por cujo nome viria a ser conhecido até aos dias de hoje, embora com outras abrangências, e foram seus fundadores o dr. Abílio Garcia de Carvalho, o padre Aurélio Martins de Faria, o dr. José Luís Ferreira e o padre José Meira Veloso. A sua fundação realizou-se a 13 dezembro de 1923.
Inicialmente constituído pela Alcateia n.º 3 – São Francisco de Assis (crianças dos 8 aos 10 anos) e pelo Grupo Explorador n.º 4 – Santo António de Lisboa (adolescentes e jovens até aos 17 anos) foi-lhe acrescentado em finais de 1925, o 1.º Grupo de Scouts Católicos Marítimos do País, que viria a ser inaugurado a 31 de janeiro de 1926.
Nesse mesmo ano, foi fundado em Vila do Conde o Grupo n.º 23, “O Lidador” desaparecido anos mais tarde.
Na última página do 1.º número da “Flor de Lis” (Fevereiro de 1925) encontramos a 1.ª crónica do nosso Núcleo ao dar-nos conta de uma boa acção praticada por um Lobito da Alcateia 3 – São Francisco de Assis, ao salvar uma “mulherzinha” de morrer afogada no mar traiçoeiro da Póvoa de Varzim.
Anos mais tarde, em 1934 foi criada a Alcateia n.º 61, no então Colégio D. Nuno, hoje já não existente.
Em 1935 dá-se início ao Caminheirismo no Núcleo com a criação do Clã n.º 14 cujo patrono é também o heróico Cego do Maio.
Em 1958 acontece uma transformação substancial nas estruturas do então já chamado “Corpo de Escutas Católicos Portugueses” com a constituição de Agrupamentos na área de jurisdição das paróquias, agrupando-se estes por sua vez na estrutura Arciprestal respectiva formando os Núcleos que hoje conhecemos e que receberam o nome do Arciprestado a que pertenciam, excepto o da Póvoa de Varzim, que continuou a denominar-se “Núcleo Cego do Maio” de Póvoa de Varzim e Vila do Conde.
É nesta altura que o agrupamento da Matriz, herdeiro das três unidades que formavam o Núcleo, recebe o n.º 38 ficando as unidades com os números originais e que até hoje se mantêm.
A partir daqui começam a surgir com bastante frequência novos agrupamentos no Núcleo, embora nem sempre com as estruturas bem solidificadas, do que resultou a suspensão e consequente extinção de mais ou menos 50 por cento deles.
A história deste Núcleo é riquíssima e muito longa, pelo que não é possível condensá-la neste reduzido destacável, mas por ele passaram milhares e milhares de jovens, homens e mulheres, que souberam dignificar-se a si próprios, à Pátria que amavam e à Igreja de Jesus Cristo de que eram parte integrante e a quem, abnegadamente e sem esperar qualquer recompensa, serviam.
Os escuteiros do Cego do Maio foram sempre presença assídua nos grandes eventos do CNE, acampamentos e outros, a nível nacional e regional, e por onde passaram deixaram marcas bem visíveis e, muitas delas, ainda hoje recordadas.
No início da época de 90 do século passado, uma Junta de Núcleo renovada mas cheia de experiência escutista, coadjuvada e orientada espiritualmente por um novo Assistente de Núcleo meteu mãos à obra e deu início a uma considerável renovação a nível da formação de adultos, da pedagogia e cumprimento do método e da própria organização, daí resultando uma série de benfeitorias para as crianças, adolescentes e jovens escuteiros dos nossos dias.
É justo e imprescindível destacar dessa equipa e outras que se lhe seguiram, o saudoso e sempre presente Assistente, Padre Fonte, por ventura a maior figura de sempre deste Núcleo e, com absoluta certeza, das mais proeminentes figuras do CNE nacional e a quem este, e todos os escuteiros muito devem. Outros houve que muito deram de si, anonimamente muitas vezes, por quem o Núcleo nutre especial carinho e cuja memória respeita e enaltece para exemplo dos jovens.
Em 1996 adquiriu o Núcleo a sua sede própria, na cidade da Póvoa e próximo do local onde viveu o “Cego do Maio”. Foi mais uma concretização de um sonho com proveitos para todos os escuteiros.
Já no início do século XXI, em finais do ano 2000, por determinação da Junta Regional de Braga, passaram a integrar este Núcleo os escuteiros do Arciprestado de Esposende tendo sido alterada a sua denominação para Núcleo “Cego do Maio” de Póvoa de Varzim, Vila do Conde e Esposende.